07 maneiras permitidas e 02 proibidas de ganhar dinheiro com aplicativos na App Store


Existem diversas formas, diretas e indiretas, de ganhar dinheiro com aplicativos na App Store.

Vendedores de carros são mais inteligentes que especialistas mobile


Quando se fala em empreendedorismo, especialistas concordam que dados e pesquisas de mercado são fundamentais para o sucesso do novo negócio, mas quando o objetivo é inovar com uso de tecnologia, os maiores inimigos do empreendedor são justamente os dados e pesquisas

Os principais tipos de apps e o que parece aplicativo mas não é


Vivemos a era dos aplicativos, ou melhor, dos apps, mas nem tudo que reluz é ouro. Existem diversos tipos diferentes de aplicativos, cada um com suas características, vantagens e desvantagens, mas à primeira vista são tão parecidos que acabam dando um nó na cabeça

07 maneiras permitidas e 02 proibidas de ganhar dinheiro com aplicativos na App Store

postado em by Luciano Ayres postado em artigos, breakingnews | Comentar  

Existem diversas formas, diretas e indiretas, de ganhar dinheiro com aplicativos na App Store.

Entre os modelos de cobrança ou pagamento estão os “oficiais”, ou seja, os quais a Apple autoriza ou dá suporte em sua plataforma, e os que podemos chamar de “não documentados”.

Não documentados porque não são previstos pela Apple, mas também não são proibidos. Por fim, também existem os modelos proibidos propriamente ditos, os quais são banidos oficialmente pela empresa de Cupertino.

Modelos Oficiais de Cobrança ou Pagamento

1. Cobrança por Download (Paid Apps)

Essa é a forma mais comum de se cobrar por aplicativos. O desenvolvedor define o preço na hora de publicar seu app e fica com 70% do total arrecadado, enquanto a Apple fica com seus justos 30%.

O valor é debitado direto no cartão de crédito do usuário atrelado à sua conta da App Store e o desenvolvedor recebe através de transferência bancária para uma conta previamente cadastrada junto à Apple. Simple as that!

As vendas podem ser monitoradas através de relatórios online que a própria Apple disponibiliza aos desenvolvedores. A desvantagem desse modelo de pagamento é que com o crescimento de lojas de aplicativos “piratas” para aparelhos com Jailbreak, há grandes chances do seu aplicativo passar a ser distribuído ilegalmente e de forma gratuita.

2. In App Purchase (IAP)

São os pagamentos realizados “dentro” dos aplicativos, ou seja, após baixados alguns aplicativos ou games oferecem funcionalidades ou conteúdo adicional por um determinado valor, o qual o usuário pode aceitar ou não. É o chamado modelo “freemium” (Freee + Premium), onde o download do app é gratuito, mas o conteúdo completo só é acessado após um ou mais pagamentos.

De acordo com o Review Guidelines da Apple, o documento que rege as regras para publicação de aplicativos, nenhum tipo de produto do mundo real, ou seja, bens físicos, podem ser vendidos através dos aplicativos, apenas itens “virtuais”, novas funcionalidades ou conteúdo adicional, portanto existem restrições ao IAP.

Recentemente a Apple também passou a restringir os aplicativos que realizavam vendas “híbridas”, onde o processo de compra se inicia dentro do aplicativo e termina fora dele levando o usuário para o browser (mobile safari), onde obtém os dados do cartão de crédito para assim não precisar dividir o dinheiro das vendas com a empresa da maçã, ou seja, driblavam o modelo oficial de In App Purchase. A Apple então acabou com a festa e o resultado foram várias empresas retirando seus aplicativos da App Store por não concordar com a mudança de regras.

Esse ainda é o modelo que mais gera dúvidas, porque alguns aplicativos que de acordo com as regras, supostamente, deveriam estar utilizando o IAP não estão, e outros continuam a utilizar o modelo híbrido de pagamento. De toda forma, o melhor é seguir as recomendações oficiais para aumentar as chances de publicação do seu app.

3. Subscription

É o tipo mais recente de cobrança disponibilizado pelo Apple aos desenvolvedores. Com ele é possível, por exemplo, disponibilizar um aplicativo de forma gratuita e cobrar por uma assinatura mensal, ou mensalidade, debitando um valor fixo direto no cartão de crédito do usuário. Esse modelo é frequentemente utilizado por jornais e revistas digitais, mas não é permitido para games.

Nesse modelo a Apple também fica com 30% do faturamento total.

4. iAd

A Apple disponibiliza uma API oficial para inclusão de anúncios interativos em aplicativos iOS. Na época do lançamento dessa nova funcionalidade, o saudoso Steve Jobs acreditava bastante no sucesso do modelo, basta ver sua animação no keynote de lançamento, mas o resultado é que não vingou. De toda forma continua disponível e quem sabe seja melhorado no futuro.

É válido ressaltar que neste caso a cobrança não é feita diretamente ao usuário final, e sim ao patrocinador ou anunciante interessado em ter divulgação veiculada no aplicativo.

Formas Não Documentadas de Cobrança ou Pagamento

5. Ads e Banners

O desenvolvedor pode optar por colocar um sistema próprio de anúncios ou banners em seus aplicativos, vendendo cotas aos anunciantes, ou escolher algumas das centenas de empresas que trabalham com mobile ad networks, as quais remuneram os desenvolvedores de acordo com o número de visualizações ou acessos aos anúncios, ou seja, modelo similar ao do Google.

Para obter um retorno rápido utilizando esse modelo, o aplicativo precisa ter um grande volume de utilização, ou que o desenvolvedor possua um vasto portfólio de apps publicados para garantir um fluxo satisfatório de usuários.

6. Desenvolvimento sob Demanda

Esse é simples: alguém ou alguma empresa necessita de um aplicativo e o desenvolvedor cobra para desenvolver. O aplicativo pode ou não ser cobrado dos usuários, depende da estratégia da empresa que o encomendou. É o modelo mais frequentemente utilizado no mercado de mobile marketing.

7. Desenvolvimento com Contrato de Risco

Nesse modelo o desenvolvedor cria e publica o aplicativo gratuitamente para um terceiro, geralmente empresas, e cobra somente se o aplicativo alcançar um número determinado de downloads. Exemplo: Após 1.000 downloads o desenvolvedor cobra R$ 1,00 para cada download adicional. Esse valor é pago pela empresa que encomendou o app.

Devido ao maior risco envolvido, esse modelo não é utilizado com muita frequência, mas já existem inclusive empresas brasileiras trabalhando dessa forma.

Modelos Proibidos de Cobrança ou Pagamento (“Os Proibidões”)

Além do modelo “híbrido” de pagamento que mencionei no item de In App Purchase, seguem outros modelos banidos pela Apple:

8. Download Incentivado

Há algum tempo atrás, alguns games que utilizavam moedas virtuais dentro do jogo informavam aos usuários que caso eles clicassem em determinados banners de anunciantes ou fizessem o download de outros aplicativos, ganhariam “créditos” para continuar jogando ou para adquirir itens os quais só conseguiriam pagando. A Apple mais uma vez estragou a festa e passou a proibir a prática.

Apesar disso ainda é possível ver alguns aplicativos utilizando esse modelo na App Store.

9. Cobrança por Download e Review Positivo

O sistema de ranking utilizado pela App Store dá destaque aos aplicativos mais baixados pelos usuários, o que garante resultados ainda melhores para esses apps, ou seja, quanto mais tempo permanecem no topo do ranking, mais baixados e utilizados eles são.

Cientes disso, algumas empresas oportunistas passaram a oferecer “serviços” para alavancar os aplicativos ao topo da lista. A tática é simples: elas cobram para realizar milhares de downloads, geralmente automatizados, tornando o aplicativo mais popular, e até mesmo para postar reviews positivos se passando por usuários.

Apesar de parecer o plano perfeito para quem deseja “tirar vantagem”, não funciona por dois simples motivos:

  • Se o aplicativo for ruim, colocar ele “artificialmente” no Top 10 da App Store através de “downloads comprados” é a pior coisa que alguém pode fazer, porque simplesmente milhares de usuários vão baixá-lo e se decepcionar. Resumindo, se é para chegar no Top 10, melhor chegar com os próprios méritos.
  • A Apple passou a identificar a prática e pode banir permanentemente tanto o aplicativo quanto o desenvolvedor da App Store caso a fraude seja constatada.
Essa tática não autorizada às vezes é utilizada em conjunto com a mencionada no item anterior (“Download Incentivado”), onde, de forma engenhosa, os banners nos aplicativos de terceiros automaticamente passam a indicar os aplicativos daqueles que “compraram” os downloads “artificiais” para subir no ranking da App Store.

E você? Conhece mais alguma forma de ganhar dinheiro com aplicativos na App Store? Compartilhe através dos comentários.

Ter um filho, escrever um livro, plantar uma árvore e publicar um aplicativo na App Store

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Quem trabalha com projetos de aplicativos para iOS (iPhone ou iPad) conhece bem o processo de publicação na App Store. Atualmente é uma das experiências mais ingratas e ao mesmo tempo recompensantes do mercado mobile.

Cada aprovação de um novo app na loja de aplicativos é comemorada como um gol pelos desenvolvedores, por outro lado, cada reprovação é interpretada com dúvidas e incertezas (e muito retrabalho).

Oficialmente, os desenvolvedores precisam criar apps de acordo com o Guidelines da Apple para o iOS, mas na prática os critérios utilizados são incontestavelmente subjetivos. O célebre documento pode ser acessado através desse link (você precisa ter uma conta registrada de desenvolvedor para visualizar).

Moral da história: quando se trata de apps para iPhone e iPad não há absolutamente nenhuma certeza de que serão aprovados pela Apple, não importa quanto você investiu ou quanto tempo você levou para desenvolver. Esse é um risco que você tem que incluir ao seu planejamento, infelizmente. É a velha história: manda quem pode, obedece quem tem juízo.

Atualmente o processo de publicação está bem mais rápido, mesmo que ainda demore alguns dias, demonstrando que a empresa da maçã vem investindo para prover uma experiência mais agradável aos desenvolvedores, mas nem de longe se compara à rapidez de publicação no Android Market, agora “Google Play”. Parece que a Apple até mesmo no backstage e longe dos holofotes, não perde a velha mania de provocar fortes emoções.

Talvez um dia alguém adicione mais um item à célebre lista de realizações que a sabedoria popular recomenda para uma vida completa:

  • Ter um filho;
  • Escrever um livro;
  • Plantar uma árvore;
  • Publicar um aplicativo na App Store.

Vendedores de carros são mais inteligentes que especialistas mobile

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Quando se fala em empreendedorismo, especialistas concordam que dados e pesquisas de mercado são fundamentais para o sucesso do novo negócio, mas quando o objetivo é inovar com uso de tecnologia, os maiores inimigos do empreendedor são justamente os dados e pesquisas de mercado. Por que? Porque inovar disruptivamente é justamente não se prender a velhos paradigmas ou certezas.

Um exemplo bastante comum em meu dia a dia é a quantidade de clientes que antes de decidir se devem ou não ter uma estratégia mobile resolvem “analisar” os dados de acesso do seu site para verificar quantos dos usuários estão usando smartphones ou tablets. Não é a toa que esse tipo de cliente é justamente aquele que só reconhece a necessidade de uma estratégia mobile muito tempo depois da concorrência, ou seja, perde o bonde e depois tem que suar mais para correr atrás do prejuízo.

Se o seu objetivo é criar uma imagem de inovação para sua empresa, o número de iPhones, iPads, aparelhos com Android, ou quantos celulares existem no Brasil são irrelevantes. Deixa eu repetir soletrando para enfatizar: I-R-R-E-L-E-V-A-N-T-E-S.

Então da próxima vez que você assistir uma apresentação onde a pessoa começa dizendo: “Hoje já são mais de 190 milhões de celulares no Brasil, número maior que o total de habitantes…blá…blá…blá” ou algo similar, se levante e diga: “E daí?”. É a mesma coisa que um vendedor de carros tentar te convencer assim: “Hoje já existem mais de 10 milhões de quilômetros de estradas, ruas e avenidas no Brasil!”. E daí?

Se você quer comprar um carro, é porque tem objetivos pessoais que serão atendidos através da aquisição e uso do veículo…então você tá se lixando pras estradas do Brasil. Resumindo, vendedores de carros são mais espertos que especialistas mobile porque eles entendem que pessoas são movidas por objetivos e não dados.

Dados e estatísticas são ótimos para defnir o que aconteceu no passado e aprender com os erros, mas péssimos para prever o futuro. Se você quer inovar, mande os especialistas pra….tirar férias, rasgue os dados e esqueça pesquisas de mercado. Faça algo novo e deixe as pessoas usarem. Com esse aprendizado você vai saber exatamente qual deve ser o próximo passo. O que você acredita é muito mais importante do que dados e estatísticas.

Os principais tipos de apps e o que parece aplicativo mas não é

postado em by Luciano Ayres postado em artigos, breakingnews | Comentar  

Vivemos a era dos aplicativos, ou melhor, dos apps, mas nem tudo que reluz é ouro. Existem diversos tipos diferentes de aplicativos, cada um com suas características, vantagens e desvantagens, mas à primeira vista são tão parecidos que acabam dando um nó na cabeça dos mais desavisados.

Segue uma lista com os principais tipos de aplicativos para você nunca mais confundir:

Aplicativos Nativos (Native Apps)

Esses são os que devem ser corretamente chamados de aplicativos ou apps.

Os aplicativos nativos tem por principal característica serem geralmente desenvolvidos com as ferramentas, SDKs e APIs fornecidas pelos fabricantes ou proprietários das plataformas, exemplo, Apple (iOS) e Google (Android).

Um típico aplicativo nativo é baixado e instalado através de uma loja de aplicativo e fica disponível para ser acessado através de um ícone na tela principal do aparelho. É o tipo de aplicativo mais utilizado em ações de mobile marketing.

O aplicativo nativo também possibilita um maior grau de interativdade com os usuários, uma vez que permite o acesso a todas as funções nativas do aparelho. Após o desenvolvimento, o destino da maioria dos aplicativos nativos é a publicação nas lojas de aplicativos, como App Store, da Apple, e Android Market, do Google, mas também podem ser encontrados em outras lojas ou sites não-oficiais.

A grande vantagem do app nativo é a visibilidade obtida pela publicação nas mencionadas lojas de aplicativos, ou seja, a probabilidade de ser descoberto pelos usuários é bem maior, facilitando o trabalho de comunicação sobre a disponibilidade do conteúdo.

Web Applications (Web Apps)

Os web apps parecem e se comportam como aplicativos, mas são desenvolvidos com uso de HTML5, ou seja, não utilizam código nativo.

A maior vantagem é que o conteúdo pode ser acessado através de uma URL, assim como um site na web, e o desenvolvedor não precisa submeter o app para publicação em lojas de aplicativos, ou seja, a disponibilização aos usuários é imediata. A desvantagem consiste na impossibilidade de acessar algumas funções nativas do aparelho, como a câmera, por exemplo.

Apesar disso, o web app possui algumas funcionalidades interessantes, como a sincronização para uso off-line e a possibilidade de ter um ícone de acesso rápido adicionado à tela principal do aparelho.

Com as crescentes mudanças e restrições impostas pelas lojas de aplicativos, como App Store da Apple, por exemplo, vários desenvolvedores passaram a investir em web apps como forma de obter mais liberdade sobre o conteúdo produzido, bem como complementar sua estratégia mobile para garantir uma boa usabilidade aos usuários de tablets e smartphones que acessam o conteúdo através da web.

Hoje os web apps também são utilizados para criação de aplicativos para o navegador Chrome, disponíveis na Chrome web store, e até mesmo para as novas Smart TVs. Alguns aplicativos e jogos para o Facebook já são desenvolvidos com HTML5 seguindo o princípio dos web apps.

OBS: Os web apps também podem ser “empacotados” como aplicativos nativos, criando os chamados aplicativos híbridos, e assim publicados nas lojas de aplicativos.

Web Hosted Apps

É uma espécie de mobile site com um grau maior de sofisticação para se parecer mais com um aplicativo, mas que não chega a ser um aplicativo nativo e nem um web app, porque é geralmente baseado em templates ou modelos pré-definidos e muitas vezes criados online, através de ferramentas que possibilitam que qualquer pessoa crie seu conteúdo para ser acessado através de dispositivos móveis.

A principal vantagem é a velocidade para publicação do conteúdo, uma vez que não é necessário nenhum tipo de conhecimento em programação ou desenvolvimento de aplicativos, mas a desvantagem fica por conta do baixo índice de personalização oferecido.

Agora que você já está expert nas características de cada tipo de aplicativo, vale à pena ressaltar também o que não é aplicativo:

Mobile Site

Mobile site definitivamente não é aplicativo, a menos que seja desenvolvido nos padrões de uma “web app”, mas aí já deixaria de ser um mobile site, portanto, chamamos de mobile site a versão otimizada de um website com visualização, acesso de informações, e usabilidade adequada aos diferentes tipos de celulares ou smartphones.

A maior vantagem do mobile site é a abrangência, ou seja, quando o mobile site é bem feito seu conteúdo fica disponível e acessível para uma maior quantidade de aparelhos. A única ressalva é em relação ao acesso via iPhone e Android, uma vez que usuários desses aparelhos geralmente preferem acessar a versão completa do website ao invés da versão mobile, portanto, sua estratégia deve incluir ou um link para a versão original do site, ou simplesmente preparar seu website para ter compatibilidade total com esses aparelhos, mantendo o mobile site para dispositivos mais simples.

Conclusão

Praticamente quase tudo que é utilizado através de smartphones ou tablets é chamado de aplicativo, mas agora você já sabe que nem tudo é o que parece. Além disso, mais importante do que saber e conhecer os diferentes tipos de apps é saber quando utilizá-los.

Apesar de serem diferentes, isso não quer dizer necessariamente que um tipo seja melhor do que o outro, pelo contrário, podem ser utilizados de forma simultânea e complementar, considerando o contexto e aproveitando as características individuais de cada tecnologia para atingir os objetivos da sua estratégia mobile.

A filosofia que permeia o HTML5

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HTML5 tá chique, tá na moda, tá na boca do povo. Web app virou trendy e passou a disputar atenção por onde passa, então você já pode até imaginar a quantidade de artigos, posts e discussões na web sobre HML5 x Aplicativos Nativos, quem é melhor? Quem vai vencer? O que o usuário prefere? Na minha opinião, pouco importa.

A maior vantagem do HTML5 não é tecnológica, nem está nas especificações técnicas, é filosófica, porque representa um território onde não há proprietários nem donos, nem censura e nem controle de terceiros. É livre!

E porque tanto se fala nele? Porque a versão 5 do HTML, a qual ainda nem se quer foi totalmente definidada oficialmente pelo W3C, vem para preparar a web para a convergência multiplataforma onde a mobilidade e dispositivos móveis são protagonistas.

Pegando carona no assunto, mo mês passado, durante uma palestra, eu tive a oportunidade de conversar com Chris Hoffman, Diretor de Engenharia e Projetos Especiais da Fundação Mozilla, e perguntei, inocentemente, o seguinte: por que o Firefox foi tão rapidamente ultrapassado pelo Google Chrome? Ele respondeu calmamente sem pestanejar: “Nossa missão não consiste em criar o melhor browser ou funcionalidades e sim em servir de exemplo e pressionar empresas como Google e Microsoft a fazer a coisa certa através de seus produtos, ou seja, fazer com que eles atendam às recomendações de segurança, privacidade e padrões que garantam sempre que o usuário esteja em primeiro lugar”.

Diante da resposta quase “espiritual” do Mr. Hoffman, ficou bem claro para mim que mesmo quando se fala de software, o verdadeiro significado das coisas pode estar muito além da tecnologia, e que assim seja com o HTML5. Amén!

Smartphone ou Tablet, tanto faz, em ambos os casos você não tem liberdade de escolha

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escrevi aqui no blog que mobilidade e falta de privacidade são praticamente indissociáveis, em razão do domínio irrestrito dos sistemas operacionais e aplicativos sobre os dados dos usuários de tablets e smartphones.

Precisamos nos habituar a conviver com o fato de sermos meros “geradores” de dados, e não proprietários dos mesmos.

Não é à toa que os apps mais populares para iOS e Android, como Twitter, Facebook  e Foursquare, sejam gratuitos, afinal, no mundo mobile a velha máxima também se aplica: “There is no free lunch!”.

Ok…ok…então devemos simplesmente baixar a cabeça e aceitar? Não necessariamente. O primeiro passo para a mudança, e estar consciente das próprias escolhas. O que isso quer dizer? Eu explico.

Quando você vai a uma loja e compra o seu sonhadíssimo iPhone, iPad ou o mais novo aparelho com a última versão do Android, os fabricantes estão fazendo uma escolha por você, ou seja, eles definem qual sistema operacional você deve usar no seu aparelho.

Até aí, tudo bem, afinal, cada um puxa a sardinha para o seu lado…mas, a segunda escolha que eles fazem por você é a pior e mais perigosa (para você, é lógico): eles não te dão a liberdade de instalar um outro sistema operacional, ao menos, não de forma convencional. Isso quer dizer, que caso você não seja um hacker dos bons, seu aparelho vai utilizar o mesmo sistema operacional do dia da compra até o último dia que você utilizá-lo: “One O.S. to rule them all”. Neste caso, o “them all” na rédea curta, somos nós. :)

O ideal seria dar aos consumidores a liberdade de escolha sobre qual celular ou tablet comprar e também sobre qual sistema operacional utilizar, da mesma forma que acontece com notebooks e PCs hoje. Quem curte Microsoft, usa Windows, quem ama Apple, vai de OS X, quem tá na vibe do open source vai de Linux, e daí por diante. Tem até gente quem tem Mac e instala o Windows, tem dono de PC que roda um “hackintosh”, e tem quem use Linux direto do CD, ou seja, você comprou o hardware e faz dele o que quiser.

Se você ama o design do iPhone e adora o robôzinho do Android, porque não pode usar um iPhone com sistema operacional Android ou um Samsung Galaxy S II com iOS? Esse dia pode parecer distante, e por mais que as empresas interessadas tentem e lutem para que ele não chegue, um dia vai chegar e aí, quem sabe, poderemos ser verdadeiramente donos dos aparelhos que compramos.

Mobilidade e (Falta de) Privacidade: nascidos um para o outro

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Em tempos turbulentos sobre privacidade na internet (SOPA) e a nova política de privacidade do Google, juntam-se às recentes denúncias sobre os aplicativos para iOS e Android que se apropriam inadvertidamente dos dados dos usuários, chegando até a salvar todos os contatos e registros de chamadas.

Afinal, os usuários de telefonia móvel tem ou não direito a garantir 100% de privacidade sobre seus dados? Na teoria, sim, é mais do que justo e como consumidores temos que exercer esse direito. Na prática, bem…na prática não temos direito algum!

No momento em que seu telefone novinho sai da loja, você é condenado a compartilhar todos os seus dados, ou seja, não tem escapatória. Quem não se lembra do escândalo do Carrier IQ? Um software que guarda todos os registros do telefone (chamadas, sms, email, etc) e que é constantemente instalado nos aparelhos dos usuários pelas operadoras, sem aviso e que nem sequer aparecem na lista de aplicativos sendo executados. Golpe baixo? Jogo sujo? Bem, a história piora ainda mais quando sabemos que os próprios fabricantes, como Apple e tantos outros, tem conhecimento e colaboram com a instalação.

A verdade é cruel e difícil de engolir, mas em um mundo dominado por software, usuários são tratados como dados, e dados dos usuários são propriedade de quem faz o software, e não de quem os gera. Apesar disso, devemos reconhecer que os “vilões” nesses casos de privacidade também são as mesmas empresas de tecnologia admiradas no mundo todo por seus produtos, tecnologias e inovações e, sem as quais, a vida seria bem mais difícil.

Como diria um de meus professores na época de faculdade, computador seguro é aquele sem conexão com a internet. Atualizando o conceito para os tempos atuais, podemos dizer que celular seguro é aquele sem chip, sem wi-fi, sem aplicativos e, de preferência, sem sistema operacional. Então se você está na chuva, saiba que se molhar faz parte do jogo.

Palestra sobre estratégia mobile no Digitalks Recife 2012

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No dia 14 de Março eu e meu sócio Felipe Andrade faremos palestra sobre estratégia mobile no evento Digitalks Fórum de Marketing Digital em Recife.

Com o tema “Estratégia mobile: As 07 regras que as empresas não podem ignorar“, nós falaremos sobre as possibilidades, limitações e melhores práticas para formular e desenvolver uma estratégia de negócios para dispositivos móveis, como smartphones e tablets.

Para saber mais detalhes sobre a programação geral do evento, basta clicar neste link. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas através do site.

Evento: Digitalks Fórum de Marketing Digital Recife 2012

Data: 14/03/2012
Hora: 08 às 18h
Local: Mar Hotel, Boa Viagem

05 motivos para se arrepender por não ter vindo à Campus Party 2012

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1. Mesas redondas

Independente da qualidade das palestras e palestrantes individuais, os eventos e debates mais interessantes aqui na Campus Party foram as mesas redondas.

O principal motivo é que tais mesas redondadas eram formadas por pessoas com diferentes backgrounds profissionais relacionados ao tema.

Por exemplo, no palco de Empreendedorismo, as mesas redondas eram formadas geralmente por investidores, empresários, jornalistas especializados, representantes do governo e headhunters.

Os debates permitiram que os participantes da platéia refletissem sobre diversos pontos de vista para poder tirar suas próprias conclusões, ao invés de simplesmente acreditar em “verdades absolutas”.

Outra vantagem das mesas redondas foi o network, ou seja, ao final de cada mesa redonda a platéia tinha acesso direto a todos os convidados do debate. Ao que parece, o resultado para esse sucesso foi a ideia da organização em eleger um “curador” (responsável) para selecionar os convidados por segmento.

Os curadores também exerciam o papel de mediadores em cada mesa redonda, incentivando a participação da platéia através de perguntas.

2. Mobilidade

Não, não estou falando de aplicativos, nem de tablets ou smartphones. A mobilidade que me refiro é relacionada à disposição dos palcos das palestras no salão principal do Anhembi. Imagine uma espécie de hangar imenso, sem paredes, e com as palestras com diferentes temas acontecendo simultaneamente em palcos distribuídos nesse espaço.

Praticamente nem foi necessário ficar olhando para a agenda de palestras, uma vez que em apenas uma volta de 05 minutos andando pela arena (espaço reservado para os participantes) era possível passar e ver o que estava acontecendo em cada palco.

3. Expo

Uma feira com patrocinadores e empresas de tecnologia aconteceu simultaneamente ao evento, com várias ações, promoções e brindes para os participantes. O melhor era que o acesso era público e gratuito.

4. Stand da Intel

A Intel montou um mega stand, com computadores à vontade para as pessoas jogarem e ainda incluindo um super telão com arquibancada para receber a torcida da etapa do mundial de games que rolou durante o evento. As partidas contavam até com narradores, transmissão ao vivo pela internet e cada vitória era comemorada como um gol.

5. Oficinas

Da mesma forma que as mesas redondas, as oficinas eram uma experiência diferente e mais rica para os participantes. Diferentemente das palestras, nas oficinas os próprios participantes metiam a mão na massa para criar algo relacionado ao tema, como robótica, software livre, arte digital e negócios.

Campus Party 2012: Eu vou!

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Entre 06 e 12 de Fevereiro estarei em São Paulo para a Campus Party 2012, o maior evento de tecnologia e inovação da América Latina.

Estarei representando orgulhosamente a i2 Mobile Solutions em diversas atividades relacionadas à mobilidade durante o evento.

A minha participação e da i2 na Campus Party 2012 é uma cortesia da Nokia Brasil.