Existem diversas formas, diretas e indiretas, de ganhar dinheiro com aplicativos na App Store.
Entre os modelos de cobrança ou pagamento estão os “oficiais”, ou seja, os quais a Apple autoriza ou dá suporte em sua plataforma, e os que podemos chamar de “não documentados”.
Não documentados porque não são previstos pela Apple, mas também não são proibidos. Por fim, também existem os modelos proibidos propriamente ditos, os quais são banidos oficialmente pela empresa de Cupertino.
Modelos Oficiais de Cobrança ou Pagamento
1. Cobrança por Download (Paid Apps)
Essa é a forma mais comum de se cobrar por aplicativos. O desenvolvedor define o preço na hora de publicar seu app e fica com 70% do total arrecadado, enquanto a Apple fica com seus justos 30%.
O valor é debitado direto no cartão de crédito do usuário atrelado à sua conta da App Store e o desenvolvedor recebe através de transferência bancária para uma conta previamente cadastrada junto à Apple. Simple as that!
As vendas podem ser monitoradas através de relatórios online que a própria Apple disponibiliza aos desenvolvedores. A desvantagem desse modelo de pagamento é que com o crescimento de lojas de aplicativos “piratas” para aparelhos com Jailbreak, há grandes chances do seu aplicativo passar a ser distribuído ilegalmente e de forma gratuita.
2. In App Purchase (IAP)
São os pagamentos realizados “dentro” dos aplicativos, ou seja, após baixados alguns aplicativos ou games oferecem funcionalidades ou conteúdo adicional por um determinado valor, o qual o usuário pode aceitar ou não. É o chamado modelo “freemium” (Freee + Premium), onde o download do app é gratuito, mas o conteúdo completo só é acessado após um ou mais pagamentos.
De acordo com o Review Guidelines da Apple, o documento que rege as regras para publicação de aplicativos, nenhum tipo de produto do mundo real, ou seja, bens físicos, podem ser vendidos através dos aplicativos, apenas itens “virtuais”, novas funcionalidades ou conteúdo adicional, portanto existem restrições ao IAP.
Recentemente a Apple também passou a restringir os aplicativos que realizavam vendas “híbridas”, onde o processo de compra se inicia dentro do aplicativo e termina fora dele levando o usuário para o browser (mobile safari), onde obtém os dados do cartão de crédito para assim não precisar dividir o dinheiro das vendas com a empresa da maçã, ou seja, driblavam o modelo oficial de In App Purchase. A Apple então acabou com a festa e o resultado foram várias empresas retirando seus aplicativos da App Store por não concordar com a mudança de regras.
Esse ainda é o modelo que mais gera dúvidas, porque alguns aplicativos que de acordo com as regras, supostamente, deveriam estar utilizando o IAP não estão, e outros continuam a utilizar o modelo híbrido de pagamento. De toda forma, o melhor é seguir as recomendações oficiais para aumentar as chances de publicação do seu app.
3. Subscription
É o tipo mais recente de cobrança disponibilizado pelo Apple aos desenvolvedores. Com ele é possível, por exemplo, disponibilizar um aplicativo de forma gratuita e cobrar por uma assinatura mensal, ou mensalidade, debitando um valor fixo direto no cartão de crédito do usuário. Esse modelo é frequentemente utilizado por jornais e revistas digitais, mas não é permitido para games.
Nesse modelo a Apple também fica com 30% do faturamento total.
4. iAd
A Apple disponibiliza uma API oficial para inclusão de anúncios interativos em aplicativos iOS. Na época do lançamento dessa nova funcionalidade, o saudoso Steve Jobs acreditava bastante no sucesso do modelo, basta ver sua animação no keynote de lançamento, mas o resultado é que não vingou. De toda forma continua disponível e quem sabe seja melhorado no futuro.
É válido ressaltar que neste caso a cobrança não é feita diretamente ao usuário final, e sim ao patrocinador ou anunciante interessado em ter divulgação veiculada no aplicativo.
Formas Não Documentadas de Cobrança ou Pagamento
5. Ads e Banners
O desenvolvedor pode optar por colocar um sistema próprio de anúncios ou banners em seus aplicativos, vendendo cotas aos anunciantes, ou escolher algumas das centenas de empresas que trabalham com mobile ad networks, as quais remuneram os desenvolvedores de acordo com o número de visualizações ou acessos aos anúncios, ou seja, modelo similar ao do Google.
Para obter um retorno rápido utilizando esse modelo, o aplicativo precisa ter um grande volume de utilização, ou que o desenvolvedor possua um vasto portfólio de apps publicados para garantir um fluxo satisfatório de usuários.
6. Desenvolvimento sob Demanda
Esse é simples: alguém ou alguma empresa necessita de um aplicativo e o desenvolvedor cobra para desenvolver. O aplicativo pode ou não ser cobrado dos usuários, depende da estratégia da empresa que o encomendou. É o modelo mais frequentemente utilizado no mercado de mobile marketing.
7. Desenvolvimento com Contrato de Risco
Nesse modelo o desenvolvedor cria e publica o aplicativo gratuitamente para um terceiro, geralmente empresas, e cobra somente se o aplicativo alcançar um número determinado de downloads. Exemplo: Após 1.000 downloads o desenvolvedor cobra R$ 1,00 para cada download adicional. Esse valor é pago pela empresa que encomendou o app.
Devido ao maior risco envolvido, esse modelo não é utilizado com muita frequência, mas já existem inclusive empresas brasileiras trabalhando dessa forma.
Modelos Proibidos de Cobrança ou Pagamento (“Os Proibidões”)
Além do modelo “híbrido” de pagamento que mencionei no item de In App Purchase, seguem outros modelos banidos pela Apple:
8. Download Incentivado
Há algum tempo atrás, alguns games que utilizavam moedas virtuais dentro do jogo informavam aos usuários que caso eles clicassem em determinados banners de anunciantes ou fizessem o download de outros aplicativos, ganhariam “créditos” para continuar jogando ou para adquirir itens os quais só conseguiriam pagando. A Apple mais uma vez estragou a festa e passou a proibir a prática.
Apesar disso ainda é possível ver alguns aplicativos utilizando esse modelo na App Store.
9. Cobrança por Download e Review Positivo
O sistema de ranking utilizado pela App Store dá destaque aos aplicativos mais baixados pelos usuários, o que garante resultados ainda melhores para esses apps, ou seja, quanto mais tempo permanecem no topo do ranking, mais baixados e utilizados eles são.
Cientes disso, algumas empresas oportunistas passaram a oferecer “serviços” para alavancar os aplicativos ao topo da lista. A tática é simples: elas cobram para realizar milhares de downloads, geralmente automatizados, tornando o aplicativo mais popular, e até mesmo para postar reviews positivos se passando por usuários.
Apesar de parecer o plano perfeito para quem deseja “tirar vantagem”, não funciona por dois simples motivos:
- Se o aplicativo for ruim, colocar ele “artificialmente” no Top 10 da App Store através de “downloads comprados” é a pior coisa que alguém pode fazer, porque simplesmente milhares de usuários vão baixá-lo e se decepcionar. Resumindo, se é para chegar no Top 10, melhor chegar com os próprios méritos.
- A Apple passou a identificar a prática e pode banir permanentemente tanto o aplicativo quanto o desenvolvedor da App Store caso a fraude seja constatada.
E você? Conhece mais alguma forma de ganhar dinheiro com aplicativos na App Store? Compartilhe através dos comentários.







Quem trabalha com projetos de aplicativos para iOS (iPhone ou iPad) conhece bem o processo de publicação na App Store. Atualmente é uma das experiências mais ingratas e ao mesmo tempo recompensantes do mercado mobile.
Esses são os que devem ser corretamente chamados de aplicativos ou apps.
Os web apps parecem e se comportam como aplicativos, mas são desenvolvidos com uso de HTML5, ou seja, não utilizam código nativo.
É uma espécie de mobile site com um grau maior de sofisticação para se parecer mais com um aplicativo, mas que não chega a ser um aplicativo nativo e nem um web app, porque é geralmente baseado em templates ou modelos pré-definidos e muitas vezes criados online, através de ferramentas que possibilitam que qualquer pessoa crie seu conteúdo para ser acessado através de dispositivos móveis.
HTML5 tá chique, tá na moda, tá na boca do povo. Web app virou trendy e passou a disputar atenção por onde passa, então você já pode até imaginar a quantidade de artigos, posts e discussões na web sobre HML5 x Aplicativos Nativos, quem é melhor? Quem vai vencer? O que o usuário prefere? Na minha opinião, pouco importa.
Já
Em tempos turbulentos sobre privacidade na internet (SOPA) e a nova política de privacidade do Google, juntam-se às recentes 


